O drama das pessoas desaparecidas

Enviada em 31/10/2019

Segundo o sociólogo Émile Durkheim, a sociedade é como um corpo biológico e necessita que todas as partes estejam funcionando bem para que haja equilíbrio. Seguindo com esse pensamento, observa-se que, no Brasil, esse equilíbrio não ocorre, visto que o país enfrente obstáculos na busca de crianças e jovens desaparecidos.

Em primeira análise, é necessário apontar a facilidade dos raptores em enganar e consequentemente sequestrar as crianças. De acordo com o filósofo John Locke, a mente humana é como uma tábula rasa, na qual, ao passar dos anos, consolidam-se os conhecimentos acerca do mundo. Nesse sentido, constata-se que as crianças não possuem conhecimento sobre a maldade das pessoas, estando mais propensas a acreditar em desconhecidos, e assim serem mais vulneráveis ao sequestro. Tal característica é usada por criminosos para raptar crianças mais facilmente, aliado ao descuido dos pais.

Além disso, é importante destacar a ineficiência governamental na resolução de casos de desaparecimento de pessoas. Nesse contexto, a existência do cadastro nacional de crianças e adolescentes é importante, porém apresenta falhas como a desatualização e falta de controle, o que atrapalha o trabalho de investigação da polícia e retarda a possibilidade de encontrar desaparecidos. Aliado à isso, apenas no estado do Paraná existe uma delegacia especializada na resolução desse tipo de crime.

Portanto, para que o número de desaparecidos diminua, medidas educacionais e governamentais precisam ser tomadas. É de suma importância que o Estado potencialize as investigações de desaparecimento de menores e oriente os responsáveis para um maior cuidado com seus filhos, isso deve ser feito por meio da criação de delegacias especializadas nesses crimes em todo o território nacional, além da divulgação de como proceder em casos de desparecimento na mídia, para que assim haja eficácia na busca de jovens desaparecidos e também a diminuição do número de casos.