O drama das pessoas desaparecidas

Enviada em 01/11/2019

Na série norte-americana “The Leftovers”, dois por cento da população mundial desaparece sem deixar rastros, o que acarreta em traumas permanentes nas famílias das vítimas. Fora da ficção, o desaparecimento de pessoas é uma realidade no Brasil. Desse modo, a falta de medidas governamentais e sociais para solucionar essa problemática, tem contribuído para que aproximadamente 8 pessoas desaparecem por hora no país, de acordo com dados do Fórum Brasileiro de Segurança Pública.

A fim de compreender melhor esse assunto, é lícito referenciar o programa “Amber Alert” estabelecido nos Estados Unidos e adotado pelo Canadá. O sistema consiste em alertar a população com sinais eletrônicos rodoviários, mensagens via wireless e as emissores locais - televisão e rádio - sobre informações da criança sequestrada, além de descrições de qualquer veículo suspeito. Entretanto, observa-se na sociedade brasileira, a ausência de programas efetivos do governo federal com o uso de ações tecnológicas para a resolução dos casos de desaparecimentos, visto que há apenas uma delegacia especializada em casos de raptos de menores, localizada no estado do Paraná, o que não engloba todos os estados brasileiros. Ademais, a ausência de um banco de dados atualizados com informações das vítimas, bem como a pouquidade do apoio da mídia na divulgação dos paradeiros, são fatores que favorecem o atraso das investigações.

Nesse viés, pode-se mencionar a importância da educação de segurança nos diversos setores da comunidade. Assim, nota-se que na maioria dos casos, as crianças são mais suscetíveis em acompanhar adultos desconhecidos, devido sua inocência ou ingenuidade, acabam sendo convencidas facilmente. Também, as ofertas de emprego no exterior, oferecido por grupos de criminosos disfarçados principalmente de agências de modelo, afeta diretamente jovens mulheres que buscam uma qualidade melhor de vida. Nesse sentido, é necessário uma instrução em relação aos tipos de golpes, métodos utilizados por criminosos, no sentido de preservar e evitar qualquer tipo de contato adverso vindo de estranhos.

Torna-se evidente, portanto, que a entrave social de pessoas desaparecida é de extrema urgência na pauta social do Brasil. Assim, cabe ao Ministério da Justiça, em parceria com as delegacias municipais, a integração de um sistema de banco de dados, com informações das vítimas e atualizações 24 horas por dia, com o intuito de facilitar o reconhecimento facial e na divulgação de alertas nas cidades. Também, é necessário que a mesma instituição promova campanhas publicitárias, com a finalidade de despertar a ajuda da população nas possíveis buscas.