O drama das pessoas desaparecidas
Enviada em 31/10/2019
No filme “O Quarto de Jack”, lançado em 2015, passa-se a história de Joy, uma adolescente que foi raptada e durante sete anos viveu em cárcere privado com o seu filho Jack, fruto dos sucessivos abusos sexuais que sofrera por parte do seu sequestrador. Em paralelo a isso, na realidade, infelizmente, inúmeras pessoas sofrem o drama de perderem a sua liberdade por conta de criminosos que a roubam. Diante dessa perspectiva, cabe avaliar os fatores que favorecem esse quadro.
De início vale frisar que, por vezes, o causador desse tipo de crime é o próprio Estado. Por exemplo, em maio deste ano, quando o presidente da República Jair Bolsonaro celebrava o Golpe de 1964, o escritor Paulo Coelho divulgou detalhes do arbitrário sequestro e posterior tortura que sofreu por parte dos militares durante os anos de chumbo. Dessa maneira, vê-se como inadmissível que um chefe de Estado comemore a repressão de liberdades individuais cometidas pelo próprio aparelho estatal como a relatada por Paulo Coelho.
Ademais, alguns agentes do Estado brasileiro parecem estar empenhados em raptar inocentes mesmo em período democrático. Segundo o jornal BBC Brasil, um major da Polícia Militar sequestrou e estuprou duas meninas de onze e doze anos de idade; depois de cometido o crime, abandonou-as perto de uma escola. Observa-se, assim, uma grave falha do Governo Federal em relação à segurança pública, já que policiais que deveriam proteger a sociedade não cumprem o seu papel como esperado.
Por conseguinte, medidas são necessárias para alterar esse cenário. Urge, pois, que o Ministério Público, por meio da instauração de inquéritos, realize a denúncia, afastamento e imediata investigação de qualquer autoridade política e agente estatal que ameace a liberdade civil, seja por meio de palavras ou pelo próprio ato do sequestro. Com isso, espera-se que a liberdade das pessoas se concretize e que mais nenhum ser humano tenha os seus direitos desrespeitados.