O drama das pessoas desaparecidas

Enviada em 01/11/2019

No século XX, devido a instauração da Ditadura Militar, no Brasil, muitas pessoas desapareceram devido ao seu engajamento político na época. Contudo, apesar do Brasil vivenciar a democracia e a Constituição Federal de 1988, em seu artigo 6º, garantir segurança a todos, muitos indivíduos desaparecem diariamente pelo país. O prolongamento da espera daqueles que se foram se intensifica, devido a burocratização dos serviços de busca e a subnotificação midiática dos casos.

É notório que, o entrave da burocracia é o agravador dessa problemática. Além da ausência de planos estratégicos para buscar os desaparecidos, falta mitigar o pesar daqueles que aguardam por notícias de seus entes. É preciso agilizar os trâmites de busca e investigar os indícios dos desaparecidos, para encontrar a raiz do sumiço. Contudo, a falta de aparato das assistências sociais impede que um trabalho aprofundado seja feito nesse sentido.

Ademais, os meios midiáticos corroboram para o entrave, uma vez que, não priorizam em sua grade de programação matérias ligadas ao desaparecimento das pessoas. As famílias recebem uma breve atenção da mídia que some à medida que o fato torna-se desinteressante. Por conseguinte, a internet tem se tornado uma grande aliada nas buscas, como retratado no filme “Buscando” de 2018, no qual, em seu enredo, conta a história de um pai que tem a filha desaparecida e acha na rede as pistas para reencontrá-la.

Depreende-se que, a burocracia e a subnotificação dificultam a problemática em questão no país. Para mudar isso, o Governo Federal deve investir em órgãos como a Cruz Vermelha e Polícias, além de assistências sociais, a fim de desburocratizar os processos de busca e criar meios assistencialistas para as famílias. A mídia, por sua vez, pode criar um espaço específico, destinado a divulgar casos de desaparecimento. Assim, a esperança de reencontrar aquele que se foi não ficará apenas no imaginário.