O drama das pessoas desaparecidas

Enviada em 27/01/2020

Como no filme “A vida secreta das Abelhas (2008)” em que Lilly, uma menina de 14 anos foge de casa por causa do assédio sexual de seu próprio pai e a culpa pela morte de sua mãe, há também, na vida real, casos assim acontecendo diariamente por diferentes motivos. Dentre eles, podendo ser adoção ilegal, venda de órgãos, exploração sexual e ou escravidão humana.

Atualmente, o estado do Paraná é o único que possui uma delegacia especializada em rapto de menores, tendo este, solucionado 99,5% dos casos. Porém, nos outros estados brasileiros, este tipo de unidade é inexistente, e as buscas são feitas por meio de boletins de ocorrência, constando somente para a delegacia do registro e familiares que iniciaram o chamado, o que dificulta e muito as buscas com sucesso.

De acordo com o Comitê Internacional da Cruz Vermelha, a falta de legislação rigorosa, fragilidade das fronteiras e a fiscalização ineficaz da documentação do indivíduo facilita o tráfico de menores para além do território nacional.

Portanto, para minimizar o drama de pessoas desaparecidas, utilizando-se da arrecadação de impostos para o setor da saúde, se faz necessária melhorias no sistema de cadastro único para que várias unidades públicas, como hospitais, clínicas psiquiátricas, instituto médico legal e orfanatos, possam ter o acesso facilitado para um melhor cruzamento de dados de busca. Além disso, é de extrema urgência a atuação dos Ministérios da Segurança Pública e da Saúde, em que os mesmos desenvolverão cursos à cada 2 meses em escolas públicas e privadas, de todas as faixas etárias, com o intuito de trabalhar a consciência da criança e adolescente, demonstrando os perigos de estranhos e como se prevenirem. Sendo assim, educadores e pais deverão ser capacitados por meio de cursos e instruções dadas por delegados e policiais civis, auxiliando em como deverão reagir e quais os protocolos para seguir nestes casos.