O drama das pessoas desaparecidas

Enviada em 21/01/2020

O comércio ilegal da criança no Brasil

Tráfico humano é o ato de compra ou venda de seres humanos, que perdem o direito de liberdade de escolha sendo usados na maioria das vezes para fins de exploração, como por exemplo, no comércio sexual e a venda de órgãos. Um outro ramo do tráfico, foco deste texto, é o contrabando infantil, podendo atingir desde recém-nascidos à adolescentes, sendo uma prática utilizada no Brasil para abastecer o comércio da adoção ilegal ou o uso de mão de obra no trabalho escravo.

A adoção ilegal consiste na prática de adquirir uma criança de forma semelhante ao escambo, onde existe a troca de um produto por pagamento que pode ser feito em dinheiro, mercadoria, droga ou até mesmo favor. Por vezes o adotante é de outro país, o que facilita a negociação, dificultando a ação dos órgãos de segurança do país na busca por informação e a localização do desaparecido.

Já o trabalho escravo infantil é uma prática antiga, realizada principalmente nos países subdesenvolvidos, que ficou mundialmente conhecida, por meio da mídia televisiva, pela utilização de mão de obra escrava em empresas como Nike e Zara. Com a promessa de um futuro melhor, pagamento e moradia, muitos adolescentes são atraídos a esses locais, no entanto, ficam expostos às más condições de trabalho e com privações básicas como alimentação e interação social.

A partir dos pontos mencionados, e entendendo-se a necessidade de maior atenção ao assunto, torna-se imprescindível a aplicação de medidas de controle na evasão infantil do país. Uma alternativa, é a implementação de um sistema integrado de informação, com o investimento e fiscalização do Ministério da Saúde, entre os hospitais e os órgãos de segurança pública. Assim, o recém-nascido deverá ter sua digital cadastrada, podendo a biometria ser verificada em todos os postos de fiscalização de imigrantes. Dessa forma, quanto maior o número de cadastrados, menor a chance de ocorrer o tráfico infantil.