O drama das pessoas desaparecidas

Enviada em 25/01/2020

Um dos marcos da ditadura militar brasileira foi o constante desaparecimento de pessoas, até então por razões políticas e religiosas. Essa era passou, todavia, nos dias de hoje, essa drama ainda se encontra presenta na sociedade visto que, a cada 45 minuto, 22 pessoas desaparecem no Brasil, segundo o portal “Meu Filho Sumiu”. Além de trazer diversas consequências negativas às vítimas, o sumiço de pessoas ainda sofre com o descaso do governo pela falta de políticas públicas realmente eficazes para seu combate.

Os conflitos armados, a violência, os processos migratórios, os desastres naturais e as falsas promessas de uma “vida melhor” provocam o desaparecimento de milhares de indivíduos o ano inteiro. Entre as vítimas, a maioria é feminina, uma vez que, muitas vezes, são enganadas por falsas agências de modelo que prometem emprego e dinheiro e acabam por trafica-lás. As vítimas sofrem abusos físicos, sexuais e mentais que podem ser carregados por toda a vida, afetando, futuramente, seu estado psicossocial.

Análogo a isso, encontra-se a falta de assistência às vítimas que uma vez ficaram desaparecidas e, também, há a escassez de programas no combate do tráfico humano. As famílias dos desaparecidos tem necessidades específicas, como apoio econômico, psicológico e até mesmo a elaboração de roteiros especiais para buscar os desaparecidos. Entretanto, essas “reivindicações” não são plenamente atendidas, uma vez que o sistema de busca brasileiro é muito burocrático e apresenta diversas falhas, como a falta de comunicação entre órgãos públicos e a polícia.

Nesse viés, é cabível que o governo adote medidas para amenizar ou, até mesmo, anular o contingente pessoas desaparecidas. Um maior investimento no sistema de busca agilizaria, e muito, a encontrar a vítima mais rapidamente e a solucionar os problemas - e crimes - envolvidos no caso. Outra opção viável seria oferecer apoio psicológico e financeiro para reparar os danos causados naqueles diretamente afetados e no seu meio familiar. Dessa forma, uma melhor qualidade de vida é oferecida e, também, há ajuda para que essas pessoas voltem a serem apta a realizarem suas atividades normais do dia a dia.