O drama das pessoas desaparecidas
Enviada em 27/01/2020
De acordo com a Declaração dos Direitos Humanos, promulgada em 1948 pela ONU (Organização das Unidas), é direito de todos os cidadãos sem distinção a proteção do Estado. Contudo, o cenário visto pelo o drama das pessoas desaparecidas impede que isso aconteça na prática, devido, não só a insegurança em sair de casa, como também a incerteza das pessoas desaparecidas se voltaram para casa.
Em primeiro lugar, é evidente que o Poder Público falha ao cumprir seu papel enquanto agente fornecedor dos direitos mínimos, o que contribui para a permanência segundo o Conselho Federal de Medicina para o aumento de jovens desaparecidos, só no estado do Rio de Janeiro desaparece por semana 115 pessoas entre jovens e adolescentes. No entanto, de acordo com a Constituição é inviolável o direito de ir e vim (exceto nos casos da prática criminosa). Tal fato, demonstra-se uma grande incoerência, já que esses acontecimento tem se tornado cada vez mais comum, sendo os alvos principais as pessoas mais vulneráveis socialmente e economicamente. Logo, é preciso uma intervenção para que essa inaceitável questão seja modificada com o fito de alcançar a isonomia esperada pela sociedade.
Além disso, a incerteza do retorno para o lar apavora as pessoas na situação desaparecidas e estas encontram terra fértil individualismo e na falta de empatia. Na obra “Modernidade Líquida”, Zygmunt Bauman defende que a pós-modernidade é fortemente influenciada pelo individualismo e falta de empatia. Em virtude disso, há, como consequência a falta de empatia, pois para se colocar no lugar do outro, é preciso deixar de olhar apenas para si.
Portanto, algo preciso ser feito com urgência para amenizar a questão. Logo, cabe ao Governo Federal como instância máxima tomar medidas por meio de um projeto de lei que fiscalize as fronteira de cada estado estado e in