O drama das pessoas desaparecidas
Enviada em 30/01/2020
Ao se pensar a respeito das pessoas desaparecidas, é possível afirmar que o país não tem uma gestão efetiva do problema. Isso aponta para a necessidade de implementar delegacias especializadas e ampliar o uso da tecnologia.
Sabe-se que o desaparecimento de pessoas é recorrente no Brasil, os casos geralmente estão relacionados com o tráfico de drogas, venda de órgãos, trabalho escravo, adoção ilegal e prostituição. O fórum Brasileiro de Segurança Pública fez o levantamento que de 2007 a 2016 foram registrados 693.076 desaparecidos oficialmente. Apesar dos números alarmantes o país não tem delegacias especializadas na maioria dos Estados.
Por outro lado há o avanço tecnológico que pode contribuir muito para a localização dos extraviados. Como programas de reconhecimento facial que podem ser empregados nos sistemas de monitoramento das cidades. Ainda mais eficiente seria criar um banco único de dados de identificação compartilhado, contendo informações como tipo sanguíneo, impressões digitais, perfil de retina, facial entre outros.
Diante disso, fica claro a necessidade de aperfeiçoar a estrutura policial e ferramentas modernas de busca de pessoas. Portanto, o banco único de dados de identificação funcionaria com dados compartilhados entre o Poder Público, Instituições financeiras, estádios de futebol, marcas de aparelhos celulares e outros meios que utilizam a impressão digital como item de segurança para identificar seus usuários, gerando uma alerta redimensionado para a delegacia da região quando alguém cadastrado como desaparecido utilizasse o serviço desses. Assim dando celeridade e mais assertividade ao processo de busca e encontro feito pelo familiares e investigadores.