O drama das pessoas desaparecidas
Enviada em 25/03/2020
Na série global “Salve Jorge”, a personagem Morena, interpretada por Nanda Costa representa a situação vivida por diversas pessoas que são iludidas por melhores condições financeiras e acabam sendo vítimas do tráfico humano, por uma rede de prostituição e escravidão moderna. Nesse sentido, no século XXI, no Brasil, o drama das pessoas desaparecidas é constante, visto que, infelizmente, a presença de organizações criminosas, assim como a ausência de investimentos governamentais, persiste na ocorrência dessa problemática.
Com efeito, é pertinente elencar que o contrabando humano é um fomentador dessa peripécia. Nessa perspectiva, segundo o portal de notícias G1, adolescente desaparecida há mais de um ano é encontrada trabalhando em casa de prostituição em São Paulo. Portanto, é evidente que atuação de órgãos criminais, lamentavelmente, inclina-se para o irromper desse fato, bem como o apresentado na telenovela “Salve Jorge”.
Outrossim, infere-se que a escassez de investimentos do Governo dificulta a resolução desse problema. Sob esse ângulo, o Artigo 1, da lei n° 13812 da Magna Carta de 1988, institui a Política Nacional e a criação do Cadastro de Busca de Pessoas Desaparecidas, entretanto, essa prerrogativa não é efetuada. Desse modo, conforme o jornal O Globo, aproximadamente 53% das delegacias não há um banco nacional para mapear os registros de desaparecimentos. Logo, é visível que o legislativo propôs soluções, mas não são compatíveis com a realidade do país.
Em vista dos fatos elencados, é necessária a solução dessa adversidade. Dessarte, o Poder Legislativo deve criar projetos de lei, como investigações precisas e aperfeiçoamento dos mecanismos de punição e de fiscalização, por meio de profissionais capacitados, na finalidade de anular o tráfico humano e posteriormente a prostituição e escravização. Ademais, cabe ao Ministério da Justiça a criação de delegacias especializadas no combate ao desaparecimento de indivíduos, como concursos públicos destinados aos experientes cientistas da computação, por intermédio de investimentos em redes de mapeamento aos registos de desaparecidos, com o intuito de cumprir o estabelecido na Carta Constitucional de 1988.