O drama das pessoas desaparecidas
Enviada em 29/04/2020
09 de janeiro de 2004. 30 anos. Nunca encontrada. Priscila Belfort, irmã do lutador Vítor Belfort, desapareceu indo para a faculdade, em São Paulo. A família Belfort vive em constante angústia a espera de notícias. Não obstante, atualmente, o desaparecimento de pessoas no Brasil é recorrente. Visando ao enfrentamento do problema, o sistema precário de segurança pública e o abalo psicológico das pessoas afetadas são fatores que precisam ser superados para que esse problema seja mitigado.
Em primeira análise, é importante enfatizar a falta de políticas públicas eficientes que visem segurança. Para o filósofo Friedrich Hegel, é deve do Estado proteger seus filhos. A falha na segurança, o número escasso de policiais nas ruas e o sistema precário de busca por desaparecidos devem ser revistos buscando maior eficiência.
Em segunda análise, é válido salientar o abalo psicológico sofrido pela família do desaparecido. A incerteza do que aconteceu e a incessante espera e expectativa por boas notícias comprometem a saúde mental dos familiares. Não existe no Brasil, um sistema nacional que cruze dados corretamente para identificar e localizar pessoas. A atuação da polícia fica comprometida e atrasa a investigação.
Infere-se, portanto, que é necessária a criação de uma rede articulada de serviços e programas com efetivas estratégias de prevenção. Cabe ao Poder Público instrumentalizar delegacias, a Secretaria de Direitos Humanos deve capacitar profissionais e a sociedade deve compartilhar informações sobre os desaparecidos em redes sociais. Dessa forma, os índices de desaparecimento diminuirão no país, pois os casos serão solucionados com maior presteza.