O drama das pessoas desaparecidas

Enviada em 20/10/2020

Machado de Assis, em sua fase realista, despiu a sociedade e teceu críticas sobre os comportamentos egoístas que caracterizam essa nação.  Não longe da literatura, a realidade do cotidiano traz contrastes semelhantes no que tange a questão do drama das pessoas desaparecidas. Seja pela insuficiência de leis, seja pelo abandono midiático em relação a divulgação, por exemplo, do cadastro nacional de pessoas desaparecidas.

Sob esse viés, pode-se apontar a insuficiência legislativa como um dos fatores que corroboram para essa problemática, pois, segundo o Ministério da justiça, a cada hora que se passa 22 pessoas desaparecem no Brasil, e o Estado como promotor do bem comum e da segurança, promulgado no artigo 3º, da Constituição Federal, tem o dever de assegurar a população não só no papel mas também na prática, pois mesmo com leis já sancionadas, esse revés não é absolvido.

Além disso, outro forte ponto que se destaca é o descaso midiático. Pois, conforme Pierre Bourdieu, o que foi criado para ser instrumento de democracia não deve ser convertido em mecanismo de opressão. Nessa perspectiva, pode-se observar que a mídia, ao em vez de promover campanhas de divulgação para esse cadastro de pessoas desparecidas, que tem uma importância imensurável na busca e identificação dos indivíduo, acaba influenciando negativamente ao fechar os olhos e não se posicionar.

Logo, medidas estratégicas são necessárias para alterar esse cenário, para que isso ocorra é necessário que o Governo Federal, com o apoio da grande mídia, desenvolvam campanhas em redes sociais por meio de vídeos explicativos de prevenção, e esses vídeos deveram ser webconferênciados nas redes sociais dos ministérios, junto a criação de uma “hashtag” para um maior alcance populacional e repercussão,