O drama das pessoas desaparecidas

Enviada em 28/10/2020

A obra cinematográfica “A troca”, produzida na década de 20, retrata o drama enfrentado por uma mãe à procura do seu filho desaparecido. Nessa ótica, fora da ficção, a realidade é semelhante, afinal, muitas pessoas desaparecem, constantemente, no mundo, seja por questões ligadas ao tráfico de órgãos, seja por transtornos mentais das próprias vítimas. Diante disso, os principais fatores que corroboram essa mazela social são: limitada integração entre as esferas de segurança e ausência de medidas preventivas e debate sobre o assunto.

Em primeiro plano, segundo o sociólogo Émille Durkheim, anomia social é um termo que configura o estado de caos o qual uma comunidade vivencia. Nessa ótica, a questão dos desaparecidos no mundo é um problema que, além de ferir a dignidade do ser humano, impede o pleno desenvolvimento das nações. Ademais, é importante pontuar que um empecilho que intensifica esse caos social é a ação policial , pois agem de maneira superficial e praticamente restrita ao local da ocorrência, isso porque, ao longo dos territórios, faltam  pontos de integração entre as unidades policiais e as fronteiras, como, também, tecnologia de banco de dados atualizados que auxiliem na investigação. Logo, é claro que a ineficiência desse setor prejudica o encontro desses cidadãos e aumentam ainda mais a angústia e o sofrimento dos familiares.

Em segundo plano, no último levantamento feito pelo Ministério da Justiça e o Movimento Nacional dos Direitos Humanos, chegou-se ao um número de 200 mil pessoas desaparecidas por ano. Nessa perspectiva, é importante pontuar que um dos principais causadores desse problema é a falta de campanhas e debates sobre o caso dos desaparecidos no mundo, afinal, a maioria dos indivíduos não são conscientizados de como agirem em determinadas situações. Nesse contexto, destaca-se as crianças como sendo a principal faixa etária vulnerável a essas situações, pois por não terem um censo crítico aguçado e por falta de orientações dos pais, são alvos de mafiosos que agem de maneira gentil, oferecendo guloseimas e outros utensílios.

Destarte, cabe às escolas adotarem o modelo de ensino politizador a fim de que, desde a mais tenra idade, as crianças sejam educadas por meio teatros e cartilhas sobre os perigos de manter contato com pessoas estranhas, conscientizando-os a não passarem os seus dados pessoais e não aceitarem nenhum tipo de convite vindo deles. Somado a isso, o Governo em parceria com as mídias devem investir em propagandas em horários de maior público com o intuito de exporem as imagens dos desaparecidos, para que, assim, alguém reconheça e entre em contato com a delegacia local. Ações como essas diminuirão os índices de desaparecidos no mundo.