O drama das pessoas desaparecidas
Enviada em 17/11/2020
Em meados do século passado, o escritor Stefan Zweig mudou-se para o Brasil devido à perseguição nazista na Europa e escreveu um livro chamado “Brasil, país do futuro”. Todavia, quando se observa o número de casos de pessoas desaparecidas, percebe-se que o título não se passa de uma utopia. Tal problema, motivado pela negligência governamental e falta de visibilidade para o assunto, deve ser resolvido.
Em primeiro plano, salienta-se a negligência governamental como uma das causas da problemática. Tal fator advém da falta de medidas efetivas que visem a diminuição da taxa de desaparecidos, pois não há políticas públicas voltadas ao tema e um banco de dados eficiente. Observa-se o efeito da falta de ação do governo diariamente, uma vez que, de acordo com o Fórum de Segurança Pública, a cada hora o país registra 8 desaparecimentos.
Ademais, destaca-se a falta de visibilidade como mais umas das causas para a permanência da adversidade. Em 1995, foi ao ar a novela “Explode Coração” na emissora globo, que levou para TV o drama de familiares de pessoas desaparecidas e chamou a atenção para o movimento “Mães da Sé”, a novela contribuiu para o encontro de mais de 100 crianças pelo país. Logo, percebe-se que os meios de comunicação possuem grande influência e seriam um grande aliado para o aumento de encontrados.
Infere-se, portanto, que medidas devem ser tomadas. O Ministério de Desenvolvimento Social, juntamente ao Ministério Público, deve otimizar e modernizar a busca pelos desaparecidos, por meio da criação de um banco de dados atualizado e detalhado, a fim de facilitar a procura. A mídia, também, deve ampliar a visibilidade do problema no país, por meio de campanhas divulgadas em redes sociais e canais abertos, para chegar a todos os públicos, com objetivo de que todos fiquem cientes e participem ativamente da resolução do problema. Tudo isso para que haja uma diminuição significativa da taxa de desaparecidos no Brasil e o título do livro de Zweig não seja mais apenas uma utopia.