O drama das pessoas desaparecidas

Enviada em 30/06/2021

Conforme a primeira lei de Newton, um corpo tende a permanecer em seu movimento até que uma força atue sobre ele, mudando-o de percurso. Nessa perspectiva, em alusão ao corpo social brasileiro, ainda que a ciência tenha contribuído para facilitar o trabalho dos investigadores, mesmo assim existem obstáculos a serem superados, uma vez que o desaparecimento de pessoas requer um plano de monitoramento mais eficaz. Com isso, ao invés de funcionar como a força capaz de reverter essa situação, os desafios a respeito do tráfico de pessoas, bem como a falta de manutenção nos programas de segurança acabam por contribuir com a situação atual.

Em primeira análise, sabe-se que o desaparecimento de pessoas teve origem na colonização, a partir de 1549, na qual os índios eram retirados de suas tribos para executarem trabalhos forçados. Em consonância à realidade atual, os principais motivos estão relacionados ao tráfico de pessoas, para fins diversos, como religião, órgãos, prostituição e trabalho escravo. Tanto que, segundo o Ministério da Justiça, estima-se que a cada ano, 250 mil pessoas somem misteriosamente. Diante desses acontecimentos, fica o drama das famílias que não sabem o que de fato aconteceu. Por isso, cabe ao Governo implementar medidas de buscas mais eficientes, para que esse problema seja amenizado.

Sob um segundo enfoque, é indubitável que o sistema de segurança representa um fator importante para a sociedade, sendo fundamental na resolução de situações adversas. No entanto, tratando-se do desaparecimento de pessoas, ainda não existe uma legislação pública, no Brasil, destinada exclusivamente para dar suporte ou garantir uma investigação eficaz. Dessa forma, percebe-se a falha do Estado, sendo um problema que acarreta na ação imediata das decisões, dificultando a solução do caso. Logo, é preciso que os investimentos sejam destinados a esse ramo, para que os programas de segurança sejam aliados do bem estar social.

Portanto, fica evidente a necessidade de medidas que realizem a mudança do percurso. Para isso, urge que o Ministério da Justiça crie, por meio de verbas governamentais, projetos no comitê de assistência, sendo administrados por profissionais de segurança, para que as fronteiras, em geral, sejam protegidas e monitoradas, evitando assim o deslocamento de pessoas sem antes passar por uma avaliação de perguntas, além de promover o registro de fotos. Com isso, será possível analisar a documentação, evitando o tráfico de pessoas. Além disso, cabe ao Governo investir em leis que garantam o funcionamento de programas eficientes, para que o desaparecimento seja tratado de forma rápida, precisa e confiável. Somente assim, será possível a mudança do percurso, de modo que garanta uma perspectiva de mundo melhor.