O drama das pessoas desaparecidas

Enviada em 12/11/2021

A teoria “Cidadão de Papel”, de Gilberto Dimenstein, retrata a garantia dos direitos somente na teoria. Tal pensamento demonstra a realidade brasileira em relação ao direto à segurança estabelecido pela Constituição Federal, no problema do desaparecimento de pessoas no país. Nesse sentido, é válido ressaltar a carência de políticas e o silenciamento voltado ao assunto.

A partir disso, é inegável a necessidade de ideias eficazes, os quais promovem no avanço na resolução. Nessa perspectiva, no período de Ditadura no Brasil, pessoas eram misteriosamente desaparecidas em razão de divergências nos pensamentos políticos. De igual maneira, indivíduos de todas as idades são sumidos atualmente, com o intuito de que ocorra tráfico de pessoas, órgãos, ou até mesmo para fins sexuais. Desse modo, a escassez de políticas visadas aos desaparecidos e seus familiares agrava a tragédia.

Ademais, é extremamente relevante mencionar o silêncio da mídia, sociedade e governo. Nesse cenário, segundo Paul Hawken, tudo está conectado e que nada pode mudar sozinho. Sob tal ótica, o auxílio e a união de três grandes esferas, faz-se fundamental para a mudança do panorama. Por conseguinte, leis, noticiários, internet, atos, e manifestações, em prol dos desaparecimentos, são atitudes redutoras em parte dos casos. Dessa forma, a aliança entre a imprensa, comunidade e sistema político é a chave indispensável.

Portanto, urge cada vez mais a necessidade de modificações no cenário dos desaparecidos. Para que isso ocorra, cabe ao Ministério da Segurança juntamente com o Ministério das Comunicações desenvolverem um projeto, por meio de um portal de pessoas desaparecidas e seus respectivos dados em menos de 24 horas, nos sites e redes oficiais de cada estado, com o objetivo de ocorrer a identificação básica que apoie a prontidão da resolução dos fatos. Somente assim, a ideia de que o ser humano terá seus direitos colocados em prática, modificará a teoria “Cidadão de Papel”.