O drama das pessoas desaparecidas
Enviada em 13/11/2021
Promulgada em 1984, pela Organização das Nações Unidas, a Declaração Universal dos Direitos Humanos garante o direito a dignidade a todos os indivíduos. Porém, observa-se no Brasil, que a questão das pessoas desaparecidas ainda é vista de maneira trivial e indigna à sua dimensão. Isso se deve, muitas vezes por conta da má exposição midiática e do silenciamento sobre o assunto.
Sob esse viés, a má exposição midiática é um problema nesse contexto. Nessa conjectura, Zygmunt Bauman afirma que: ferramentas criadas como meio de democratização, não podem ser subvertidas a mecanismos de opressão. Entretanto, é notório o quão os meios midiáticos tendem a marginalizar o drama de pessoas desaparecidas, minimizando as dores dos afetados e atribuindo juizo de valor aos motivos do desaparecimento. Dessa maneira, esse fato reforça a inanição e a deliberação sob a sombra dos que passam por esse problema, quando deveria auxiliar.
Outrossim, o silenciamento sobre o assunto é algo preocupante. Dessa forma, a luz de Michael Foucault, nota-se que assuntos silenciados são passíveis ao demérito do Estado e a marginalização. Nesse contexto, o Ministério da Justiça e Segurança mostra que cerca de 80 mil pessoas desaparecem por ano no Brasil, número preocupante para que não haja um debate efetivo sobre a criação de políticas voltadas a esta questão. Assim, o não visionameto sobre o assunto, torna-o maginalizado e sem muita importância.
Em suma, medidas são necessárias pra atenuar essa querela. Desse modo, o governo, como garantidor dos direitos dos indivíduos, deve promover campanhas midiáticas, por meio de ações mediadas pelo ministério das comunicações, de modo que sejam criadas peças publicitárias que mostrem pessoas desaparecidas e os dramas das famílias, com contatos dos orgãos competentes e orientações, a fim de auxiliar nas buscas e reduzir a marginalização que esse grupo perpassa. Ademais, também deve criar fóruns para debates e propostas de emendas voltadas ao drama dos desaparecidos. Nesse ínterim, efetivar-se-à o que garante a Declaração Universal dos Direitos Humanos, de forma que todos esses indivíduos e suas famílias tenham seu direito a dignidade garantido.