O drama das pessoas desaparecidas

Enviada em 15/11/2021

Há estampado na bandeira brasileira a frase “Ordem e Progresso”. Todavia, quando se analisa a questão das pessoas desaparecidas nota-se que ainda é um problema vigente na nossa sociedade. Logo, é necessário a análise dessa problemática, com ênfase na ineficiência governamental e na falta de consciência coletiva.

É preciso considerar, antes de tudo, a ineficiência governamental. Sob esse viés, o contratualista John Locke defende a ideia de que é dever do estado garantir aos seus cidadãos o acesso aos considerados direitos imprescindíveis (como o acesso à segurança). Em contraste com as ideias supracitadas, percebe- se que, o rapto de pessoas ainda ocorre devido ao Estado brasileiro não cumprir com o seu papel de assegurar segurança a sua população. Essa falha governamental, acaba tornando o indivíduo vulnerável a situações que violam o seu direito de ir e vir. Dessa forma, tem- se um dos porquês do problema.

Ademais, outro fator que merece ser destacado é a falta de consciência coletiva. Nesse sentido, a obra “ Ensaio sobre a Cegueira” do autor José Saramago reflete sobre como a sociedade se faz de cega para os problemas sociais expostos à sua frente. Dessa maneira, o drama das pessoas desaparecidas tem como principal barreira a falta de consciência coletiva, no que tange a falta de discussão acerca dos impactos sociais causados pelo rapto. Assim, são necessárias alternativas para vencer o entrave.

Fica evidente, portanto, que medidas devem ser tomadas para solucionar a questão do problema. Para isso, o Ministério da Justiça e Segurança Pública deve desenvolver vídeos informativos com a participação de especialistas e familiares das vítimas, a fim de conscientizar a população acerca de qual é a melhor forma de agir durante essas situações. Espera- se que com essa ação o problema seja minimizado no país.