O drama das pessoas desaparecidas
Enviada em 19/11/2021
No filme “Procurando Nemo”, o personagem principal desaparece após desobedecer seu pai. A partir do ocorrido, a trama se desenvolve em função da sua busca. Já fora das telas, no Brasil, a população também sofre com o drama de pessoas desaparecidas. De acordo com o Ministério da Justiça e Segurança Pública, 250 mil pessoas somem por ano. Nesse cenário, é imprescindível o debate acerca da falta de segurança pública e da conscientização da sociedade sobre o desaparecimento de pessoas.
Em primeiro plano, é importante destacar que muitas pessoas são sequestradas em lugares públicos, movimentados ou não, em qualquer horário do dia, principalmente crianças. Isso implica em uma falta de segurança nas ruas, seja por vigilância física, como presença de policiais, ou tecnológica, como implementação de camêras, facilitando ataques de sequestradores.
Além disso, deve-se analisar o comportamento da sociedade diante da problemática. A “Atitude Blasé” - termo proposto pelo sociólogo Georg Simmel no livro “The Metropolis and Mental Life” - ocorre quando o indivíduo passa a agir com indiferença em meio às situações que ele deveria dar atenção. Esse panorama se evidencia, por exemplo, no momento em que as pessoas não valorizam a busca de alguém, não se preocupam em memorizar rostos divulgados em cartazes de desaparecidos, nem agem de maneira que, de alguma forma, colabore com a investigação.
Portanto, é necessário que o Ministério da Justiça e Segurança Pública atue juntamente com o Ministério das Comunicações. Esses dois orgãos devem visar a conscientização da população, por meio de propagandas que explicitem maneiras de agir diante de um desaparecimento e comportamentos que contribuam com a investigação. Esse feito terá a finalidade de facilitar a busca por pessoas desaparecidas. Ademais, o Ministério da Justiça e Segurança Pública também deve incrementar tecnologias de vigilância nas ruas, para que, assim como no filme, a pessoa desaparecida possa voltar para casa.