O drama das pessoas desaparecidas
Enviada em 19/11/2021
Em Utopia, de Thomas More, é retratada uma sociedade perfeita, sem problemas sociais e brutalidade. Similarmente, no cenário atual brasileiro, a sociedade se mostra distante e oposta à realidade da obra, haja vista o drama das pessoas desaparecidas no Brasil. É indispensável analisar que fatores com a insuficiência estatal e atividades ilegais como fatores que corroboram para manutenção do problema.
Em primeira análise, vale ressaltar a falta de segurança na sociedade como um complexo dificultador. Nesse sentido, a Constituição Federal - órgão de maior hierarquia no sistema jurídico - assegura em seu artigo 6° o acesso à segurança, porém a inaplicabilidade dessa cláusula mantém os civis em constante vulnerabilidade. Dessa forma, a carência de segurança pública, como câmeras de vigilância e agentes patrulheiros, promovem a manutenção do crime e dificultam as buscas pelas vítimas. Logo, devido à omissão governamental, a problemática se agrava no meio social.
Ademais, o sequestro de pessoas com a finalidade de obtenção de lucro é uma atividade que impulsiona a prática dessa ação. Desse modo, dados da UNICEF - Fundo de Emergência Internacional das Nações Unidas - relata que 2,5 milhões de pessoas são vítimas de trabalho forçado como prostituição, venda de órgãos e trabalho escravo. Logo, a fragilidade do controle das fronteiras e falta legislação rigorosa facilitam a manutenção desse mercado, fato que, infelizmente agrava esse entrave.
Evidencia-se portando, medidas interventivas para minimizar o problema do rapto de pessoas no Brasil. Logo, compete ao governo federal - cuja função é manter a harmonia social - por meio da mídia, deve criar um alerta nos portos e aeroportos sobre o desaparecimento da vítima. Além disso, o Estado deve criar leis que possibilitem a inserção de tecnologia nas áreas com maior incidência nos casos de desaparecidos, a fim de obter o reconhecimento dos autores do crime e das vítimas. Feito isso, sociedade brasileira poderá, gradativamente, se aproximar da obra literária de Thomas More.