O drama das pessoas desaparecidas

Enviada em 18/11/2021

A série “Stranger Things”, produzida pela Netflix, narra a história de Will, uma criança que desaparece na cidade de Hawkings. Com isso, seus amigos e sua mãe Joice passam a investigar seu sumiço atrás de respostas. De maneira análoga, percebe-se que na realidade contemporânea, como na série, ainda perpetua a problemática dos desaparecidos na sociedade, tanto pela ineficácia legislativa, quanto pela discrepância social.

Diante desse cenário, é notória a negligência das leis no Brasil. Nesta perspectiva, segundo o jornalista Gilberto Dimenstein, “ os direitos constitucionais residem tão somente na teoria”. Seguindo esse pensamento, mesmo que a segurança seja um direito civil garantido pelo 6° artigo da Carta Magna Nacional, não está sendo executado na prática. É indubitável que o número assustador de pessoas sumindo diariamente evidencia a falha no sistema Estatal, deixando a população vulnerável e angustiada. Desta forma, transformando a segurança em um privilégio.

Outrossim, observa-se a disparidade econômica na população. Nesse horizonte, de acordo com o sociólogo alemão Karl Marx, “a história de todas as sociedades até hoje existentes é a história da luta de classes”. Em consonância com o autor, constata-se que a parcela social marginalizada, por estarem distantes dos grandes centros, fica desamparada e propensa à insegurança. Assim, aumentando os riscos de violência e desaparecimento desse grupo. Deste modo, enquanto a desigualdade for a regra, a proteção e a garantia dos direitos civis serão a exceção.

Urge, portanto, a necessidade de intervenções para minimizar tais empecilhos. Logo, cabe ao Governo Federal promover campanhas de busca a desaparecidos por meio de fotos e vídeos em suas mídias sociais de grande alcance - como Facebook, Youtube e Instagram - a fim de trazer ao conhecimento da população os casos de desaparecimento, com intuito de diminuir o tempo de procura das vítimas. Ademais, espera-se que, futuramente, o drama de Will apresente-se apenas na ficção, tornando a sociedade verde-amarela mais justa, livre, segura e igualitária.