O drama das pessoas desaparecidas
Enviada em 02/11/2023
Em 1948, a Organização das Nações Unidas promulgou uma das leis mais relevantes da história recente, a Declaração dos Direitos Humanos, cujo conteúdo garante o direito à segurança. Todavia, o número de pessoas que desaparecem misteriosamente todos os dias impede que a população vivencie o direito assegurado pela ONU. Assim, há de se combater a negligência familiar diante desse tema e a omissão do Estado.
Primeiramente, é preciso constatar os graves efeitos provenientes desta situação. De acordo com Jean-Paul Sartre, existe um conceito conhecido como “Acomodação Social”, segundo o qual, há temas sociais, como o grande número de pessoas desaparecidas, que são banidos da discussão familiar, talvez pela crença de que tal situação nunca acontecerá naquela família. Isso se torna um problema, porque a não discussão desse assunto no lar promove a falta de conhecimento, principalmente das crianças, sobre a existência da possibilidade de um sequestro e o que fazer para prevenir esta situação, como não falar com estranhos. Desse modo, a falta de informação leva a um aumento nos casos de desaparecimentos gerando uma conturbação nas buscas pelo serviço de segurança pública.
Diante desse cenário, a omissão estatal motiva indiretamente a persistência desse drama sofrido pela sociedade. Norberto Bobbio, expoente filósofo italiano, afirma que o governo não deve apenas ofertar políticas públicas que assegurem o direito à segurança, mas sim garantir que a população à usufrua na prática, por meio de melhor qualificação dos profissionais de segurança e de recursos financeiros disponibilizados para melhor investigação desses casos. Nesse viés, a falta desses recursos faz com que o índice de desaparecidos só aumente, trazendo desamparo e sofrimento a população em geral.
É urgente, portanto, que o Ministério de Segurança Pública - responsável pela segurança da nação - forneça estratégias que resolva o problema da segurança pública, principalmente dos desaparecimentos. Essas ações podem ser realizadas, por meio de palestras em mídia nacional e em escolas com a participação das famílias, com intuito de conscientizar sobre a prevenção, por meio da discussão, garantindo, assim, que o conceito da ONU seja, em breve, realidade no Brasil.