O drama das pessoas desaparecidas
Enviada em 04/11/2023
Na cidade de Brumadinho, em 2019, ocorre o rompimento da barragem de Mina Córrego do Feijão, mineradora do Vale, afetando-se à vida de centenas de pessoas. Nesse sentido, a situação evidencia consequências da construção de moradias em áreas de risco, problema que persiste, infelizmente, no Brasil contemporâneo. Assim, o cenário perpetua-se diante da emigração em massas das áreas agrícolas e de uma negligência governamental.
A princípio, é fato que, a construção de residências em locais desfavoráveis deve-se ao êxodo rural. Sob essa ótica, nas décadas de 1960 a 1990, há um avanço na industrialização brasileira, fazendo com que muitos mudem-se do campo para as cidades, procurando melhorias. Desse modo, estes que, locomovem-se, porém, não encontram moradias seguras, são obrigados a irem em direção as periferias e, consequentemente, regiões que podem oferecer riscos à sobrevivência, como por exemplo, indivíduos desempregados em sua cidade natal. Logo, há um aumento da desigualdade social devido à precariedade das condições de vivência dessas comunidades, como falta de acesso à saneamento básico e à serviços de saúde.
Ademais, o descrédito do Estado provoca a permanência da problemática. Nesse contexto, Gilberto Dimenstein, escritor e jornalista, aborda o conceito da cidadania de papel, de acordo com o qual os direitos do cidadão não são respeitados na prática. De modo análogo, percebe-se que o Brasil vivência tal realidade, pois, mesmo que o acesso ao domicílio adequado esteja na legislação do país, muitos não a apresentam, como visto no desastre de Brumadinho. Sendo assim, a ocorrência dessas catástrofes aumenta o índice de moradores de rua, já que eles perdem tudo o que haviam construído.
Urge, portanto, que o problema seja revertido. O governo – órgão máximo do Estado – deve ampliar projetos de facilitação para os indivíduos conquistarem uma moradia adequada. Essa ação deve ser realizada por meio de créditos bancários para a compra desses imóveis, a exemplo do, “minha casa, minha vida”, além de garantir o acesso a empregos nas pequenas cidades e no campo, afim de que as pessoas não precisem sair em busca desses recursos. Dessa forma, a cidadania será vivida pela população verde-amarela.