O efeito das redes sociais na autoestima dos usuários

Enviada em 16/08/2025

Em 1516, o autor Thomas More obteve grande êxito na literatura com a obra Utopia, na qual, ele descreve uma ilha imaginária, lugar harmônico, sem infortúnios ou mazelas sociais. Todavia, a crise de autoestima das sociedades modernas, causada pelo uso das mídias sociais é um mal que contrasta com o parâmetro ficcional exposto pela obra de More. Desse modo, fatores como a falta de educação e a negligência do Estado têm colaborado para essa problemática.

Percebe-se, a princípio, que a falta de educação e o uso das redes são vetores do problema de falta de autoestima nas pessoas. Nessa lógica, o educador Paulo Freire afirmou que a educação atual é conteúdista e mecanizada, ou seja, os jovens não desenvolvem o senso crítico e a capacidade de discernimento das informações que recebem. Logo, ausentes desses atributos, por vezes, são facilmente manipulados pelos influenciadores digitais que, de maneira irresponsável, vendem padrões de vida e beleza que são inalcançáveis, assim ,gerando crises de personalidade e baixa estima nas pessoas que consomem esses conteúdos. Portanto, a educação é um antídoto contra essas crises existenciais.

Ressalta-se, ademais, que a débil ação do poder público é mais um agravante para essa condição. Nesse contexto, a obra do escritor inglês Thomas Hobbes, “O contrato social”, define como soberano o Estado que protege seu povo das influências negativas e garante o bem-estar em comum. Sendo assim, é papel do poder público regular os conteúdos que são expostos nas mídias digitais e punir aqueles que manipulam a realidade e exercem influências negativa na vida das pessoas, pois, se não há esse controle a população estará em uma " terra sem lei", e , cada vez mais pessoas terão suas personalidades e autoestimas destruídas por viver e acreditar nesse mundo de ilusões e sem controle que são as redes sócias.

Depreende-se, por fim, que o Governo Federal em parceria com o Ministério da educação promovam cursos de inteligência emocional nas salas de aula, por meio de debates, palestra e estudos de casos, sobre a necessidade de discernir o que é real e o que é intangível, no que diz respeito ao que eles consomem nas mídias sociais. Tais medidas, têm por finalidade blindar a autoestima dos jovens que vivem nas redes sociais a não serem vítimas das ilusões que esse mundo digital oferece.