O efeito das redes sociais na autoestima dos usuários

Enviada em 01/10/2025

Jean Rousseau afirmou que “O homem nasce livre, mas em toda parte encontra-se acorrentado”, evidenciando como estruturas sociais podem limitar a autonomia e influenciar a percepção de si. Em paralelo, a sociedade brasileira enfrenta um desafio semelhante, uma vez que as redes sociais tem tido efeito na autoestima dos usuários. Dessa forma, torna-se imprescindível compreender a busca por validação externa e a comparação social constante na internet que influenciam diretamente este quadro.

Em primeiro plano, é necessário reconhecer que esse quadro é fruto da busca por validação externa. Na serie da Netflix “Blackmirror” o episodio “Likes” evidencia essa situação, a sociedade no futuro fica refém de curtidas nas redes sociais, a quantidade de likes determina sua classe social, e até mesmo os direitos garantidos a pessoa. O que se relaciona com a situação atual, em que usuários buscam validação da própia imagem por meio de interações nas redes. Como consequência, esse peso sobre as curtidas prejudica a imagem de si dos usuários.

Além disso, a comparação social também contribui para o efeito na autoestima dos usuários de redes sociais. Essa realidade vem de postagens idealistas, caracterizadas por imagens utópicas divulgadas por influencers. Ao se depararem com estilos de vida aparentemente perfeitos, os usuários tendem a se sentir inadequados ou insatisfeitos com suas próprias vidas. Consequentemente, surgem sentimentos de inferioridade e frustração, o que reforça a necessidade de intervenções voltadas à transformação desse quadro.

Torna-se evidente, portanto, que as redes sociais têm tido efeitos negativos na autoestima dos seus usuários. Para reverter esse quadro, cabe ao Ministério da Saúde promover a saúde mental dos cidadãos brasileiros, por meio de progamas de prevenção contra os efeitos das redes na autoestima, a fim de mitigar os danos nos indivíduos. E ao CONAR regulamentar publicações irreais, via recebimento de denuncias, com o propósito de diminuir propagandas e posts que prejudiquem a percepção de si dos usuários. Dessa maneira, ao contrário da metáfora de Rousseau, em que os indivíduos são “acorrentados” pelas limitações sociais, os usuários poderão exercer liberdade emocional e autonomia.