O efeito das redes sociais na autoestima dos usuários
Enviada em 07/11/2025
A obra de Gilberto Dimenstein evidencia o hiato existente entre a legislação brasileira e a sua prática real, bem como, indiretamente, mostra que o papel das instituições, como escola, ainda não são totalmente eficientes. Dessa forma, é devido a esses fatores serem deficitários que o efeito negativo das redes sociais na autoestima dos usuários persiste. Isso ocorre com o uso de redes que afetam diretamente o bem-estar e autoestima, sobretudo de jovens e da população que sofre preconceito (LGBTQIA+). Logo, analisar como a escola pode atuar e a prática das leis são importantes para o combate do problema.
De início, vale ressaltar que a Constituição Federal garante o bem-estar e saúde aos brasileiros, mas não é isso que de fato ocorre. Destarte, a mídia, acionada via Constituição pelo Governo, que deveria ser um dos meios do Estado de garantir a autoestima e instruções para o uso saudável das redes sociais, não cumpre seu papel. Pois, com base em estudos sobre aqueles que mais sofrem, deviam ser feitas propagandas para reduzir índices como o do relatório ‘Girls’ que aponta que 5 em cada 10 meninas querem mudar de aparência física por conta da sua baixa estima. Só assim, com estudos de estatísticas como essa, alcançando público alvo e com metas estabelecidas, a realidade pode ser alterada.
Ademais, cabe mencionar que a escola não cumpre seu papel, pois pouco atua para frenar o problema. Conforme o filósofo Kant, o homem é resultado da educação que teve e, assim sendo, é por isso que a sociedade está cada vez menos crítica e mais doentia, com pessoas sofrendo de autoestima e problemas correlatos. Por causa da pouca intervenção no ambiente escolar o problema persiste. Dessarte, a estatística segue tenebrosa, registrando quase 10% das mulheres afirmando navegar nas redes sociais afetar sua autoestima.
Infere-se, portanto, que medidas precisam ser tomadas para que a realidade possa ser alterada. Para isso, cabe ao Ministério da Cultura e da Saúde, em conjunto, divulgarem campanhas publicitárias na mídia e em plataformas como “YouTube” que instruam as pessoas sobre como usar as redes e os limites do tolerável, bem como campanhas que apurem a sensibilidade, visando um consumo saudável. A escola cabe orientar os alunos para formar cidadãos saudáveis.