O efeito das redes sociais na autoestima dos usuários
Enviada em 06/05/2026
Dismorfia corporal, comportamentos compulsivos e ansiedade: diversas são as problemáticas relacionadas aos efeitos das redes sociais na autoestima dos usuários. Nesse contexto, a Constituição Federal assegura a saúde como um direito de todos e dever do Estado. Entretanto, apesar dessa garantia legal, a negligência midiática e a ausência de orientação educacional eficaz agravam a vulnerabilidade mental dos usuários.
Precipuamente, destaca-se a influência da mídia na formação de comportamentos sociais. A telenovela “Malhação”, produzida pela TV Globo, ao abordar os malefícios da anorexia e bulimia para um jovem, evidencia o potencial dos meios de comunicação como instrumentos educativos. Nesse sentido, ao incentivar a produção de conteúdos informativos, a mídia amplia o acesso ao conhecimento e contribui para a conscientização. Assim, de forma análoga ao contexto das redes sociais, a ausência de campanhas midiáticas educativas favorece a disseminação de informações equivocadas, intensificando a exposição dos jovens a práticas de risco.
Ademais, a fragilidade do diálogo familiar e a insuficiência de orientação educacional agravam quadros como ansiedade e depressão. Sob essa perspectiva, a novela “Vai na Fé”, retrata conflitos cotidianos vivenciados entre familiares, evidenciando a dificuldade de comunicação sobre os comportamentos compulsivos ocasionados pelas redes sociais. Paralelamente, a ausência de instrução adequada tanto no ambiente familiar quanto no escolar perpetua a desinformação e estimula padrões inalcançáveis e a constante comparação social, o que compromete a autoestima e intensifica transtornos emocionais.
Destarte, torna-se imprescindível a adoção de medidas para mitigar essa problemática. Para isso, o Ministério da Educação, em parceria com o Ministério da Saúde, deve promover campanhas midiáticas educativas, por meio das redes sociais, a fim de disseminar informações seguras sobre comportamentos de comparação social e uso compulsivo das redes, bem como incentivar, no ambiente escolar, debates orientados por profissionais da saúde, garantindo o direito à saúde e o bem-estar social.