O efeito das redes sociais na autoestima dos usuários
Enviada em 24/03/2025
No livro “Nação Dopamina”, diversos pontos de vista sobre a utilização exacerbada das mídias sociais são retratados de maneira crítica, em especial as consequências sociais e psicológicas causadas em seus usuários. Em paralelo à obra, percebe-se que os efeitos das redes sociais podem ser notados em inúmeros aspectos, entre eles na autoestima das pessoas que usam tais tecnologias, visto que, devido à esquematização das plataformas sociais, apenas curtos e felizes momentos são registrados, o que, consequentemente, gera uma constante comparação. Dessa forma, destacam-se como principais obstáculos dessa problemática a falta de informação e a baixa realização de atividades para além dos aparelhos eletrônicos.
Nesse sentido, é válido ressaltar que a falta de informação a respeito dos efeitos causados ao bem-estar dos usuários pelas redes sociais dificulta que decisões benéficas sejam tomadas. Sob essa ótica, de acordo com o filósofo Schopenhauer, o entendimento que uma pessoa tem do mundo advém do tamanho do seu campo de visão. Logo, torna-se de extrema importância o conhecimento das consequências advindas da utilização das mídias digitais, em especial para a autoestima, para que atitudes possam ser aplicadas com o intuito de evitar comparações maléficas.
Além disso, percebe-se que o alto tempo destinado às telas azuis contribui para que tais consequências continuem se expandindo. Essa situação é ilustrada pela série “Black Mirror”, a qual, de maneira reflexiva, representa a sociedade futurística imersa nas redes sociais e seus inúmeros problemas, entre eles a falta de autoestima dos cidadãos por viverem em prol das redes digitais. Assim, torna-se mais do que urgente a implementação de atividades para além das mídias, em vista não só da não comparação como também do bem-estar promovido pelo tempo ao ar livre.
Portanto, cabe ao Governo Federal -órgão de maior poder público do país- realizar campanhas que combatem a falta de informação e incentivem a realização de atividades fora das redes. Isso deve ser feito por meio de palestras públicas e investimentos em áreas de esporte e lazer, para que assim os cidadãos possam destinar mais tempo em ambientes benéficos e sem estímulos comparativos.