O efeito das redes sociais na autoestima dos usuários
Enviada em 27/03/2025
A Constituição brasileira de 1988 prevê, em seu artigo sexto, o direito à saúde. No entanto, esse direito tem sido violado para a fração da população que utiliza as mídias digitais frequentemente, uma vez que com essa recorrência os usuários tem adoecido mentalmente, implicando em outras doenças como a depressão e a ansiedade. Por isso, deve-se analisar como a irresponsabilidade das postagens feitas pelos influenciadores e a desigualdade social exercem influência na manutenção do problema.
Primeiramente, é preciso observar como a assimetria social gera impactos negativos na autoestima das pessoas que utilizam as redes sociais regularmente. Visto que, em uma pesquisa realizada pelo G1, a qual dizia sobre os efeitos causados pela frequente exposição aos conteúdos de alguns universitários ricos que vivem uma realidade distante daquela vivida pela maioria dos brasileiros, a psicóloga Andrea Jotta alega que a frustração gerada quando ocorre a comparação entre o cotidiano do usuário e o do influenciador resulta em danos, muitas vezes, irreparáveis, como no caso do suicídio. Evidenciando como a dissimetria que é escrachada nas mídias sociais tem implicações gravíssimas à saúde no mundo real.
Ademais, é importante destacar como a carência de responsabilidade dos blogueiros atua como barreira para a minimização desses efeitos. Visto que, a influenciadora Jade Picon com apenas 15 anos publicou uma série de medidas drásticas para alcançar o idealizado corpo magro sem possuir nenhum auxilio de um nutricionista. Resultando a longo prazo, em dezenas de casos de meninas que desenvolveram distúrbios alimentares, como distorção de imagem e bulimia. Exemplificando como essa falta de conciência pode prejudicar a saúde mental desses utilizadores.
Diante do exposto, é dever do Poder Legislativo - órgão responsável pela criação de leis- criar uma lei que obrigue influenciadores a partir de 100 mil seguidores a realizarem um curso que promova a responsabilização deles. De modo que caso o influenciador se negue, sua conta seja bloqueada até que ele faça o curso. Para que haja uma redução nos efeitos das redes sociais na autoestima dos usuários e o princípio constitucional seja respeitado.