O efeito das redes sociais na autoestima dos usuários

Enviada em 05/04/2025

Na obra literária do escritor Thomas More, Utopia, é retratado uma sociedade perfeita na qual o corpo social padroniza-se pela ausência de conflitos e problemas. Tendo em vista essa ficção e os problemas enfrentados pelos usuários nas redes sociais, como a comparação social e percepção distorcida da própria imagem, mostra que estamos distantes dessa ideação social e o Estado é o elo essencial na luta contra o problema vigente.

Nessa perspectiva, observa-se que as redes sociais estimulam a comparação social, o que agrava a busca desenfreada por métodos estéticos como dietas sem base nutricional e procedimentos sem o acompanhamento de profissionais licenciados na área - nutricionistas e médicos especialistas -, causando a falsa sensação de pertencimento no grupo ao qual quer agradar.

Ademais, é relevante considerar que os avanços tecnológicos, sobretudo no âmbito das redes sociais, intensificam a problematização da percepção distorcida da própria imagem. Essa dinâmica compromete a visão do indivíduo sobre o seu ’eu’ real, favorecendo o surgimento de doenças psicossociais, como ansiedade e depressão. Partindo disso, recai sobre o sujeito o fardo de buscar uma perfeição inexistente, como a retratada na obra utópica de Thomas More.

Visto que os obstáculos abordados ferem direitos assegurados pela Constituição Federal de 1988, cabe ao Estado, por meio do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação, implementar políticas públicas voltadas à regulamentação das redes sociais, como a fiscalização dos algoritmos que estimulam a comparação social. Para isso, é necessário criar uma agência fiscalizadora especializada, responsável por identificar e autuar empresas que descumprirem diretrizes éticas, aplicando multas severas. Dessa forma, espera-se que as distorções causadas pelo uso irresponsável da tecnologia se tornem apenas dados históricos, e não a realidade cotidiana da população brasileira.