O efeito das redes sociais na autoestima dos usuários

Enviada em 24/07/2025

Em um mundo cada vez mais conectado, as redes sociais deixaram de ser apenas meios de comunicação para se tornarem vitrines de vidas idealizadas. Nesse cenário, os usuários são expostos a padrões estéticos e comportamentais muitas vezes inalcançáveis, o que influencia negativamente a forma como constroem sua autoestima. Assim, é possível afirmar que as redes sociais afetam de maneira prejudicial a autopercepção dos indivíduos, ao incentivarem a comparação constante, a busca por validação externa e a construção de identidades performáticas.

O primeiro fator a ser considerado é a comparação excessiva entre usuários. Plataformas como Instagram e TikTok estimulam a exibição de rotinas perfeitas e corpos padronizados, o que gera frustração em quem não se vê representado. De acordo com a Royal Society for Public Health, o uso intenso das redes sociais está associado ao aumento de quadros de depressão e ansiedade, especialmente entre jovens.

Além disso, a necessidade de aprovação digital fragiliza ainda mais a autoestima. Curtidas e comentários funcionam como validação social, tornando a autoimagem dependente do olhar alheio. Esse processo é abordado pela escritora Claudia Rankine, na obra Não me deixe só, ao relatar o cansaço de estar sempre sob julgamento. Embora trate do racismo estrutural, a autora evidencia um sentimento compartilhado por muitos nas redes: o de não poder simplesmente existir, mas precisar se adequar.

Portanto, para mitigar os efeitos negativos das redes sociais na autoestima, o Ministério da Educação deve implementar programas de educação digital e emocional nas escolas, por meio de oficinas interdisciplinares que promovam o senso crítico e a valorização da diversidade. Além disso, as plataformas digitais devem limitar a exibição de métricas públicas, como número de curtidas e seguidores, a fim de reduzir a dependência por validação. Com isso, será possível construir um ambiente virtual mais saudável e inclusivo.