O efeito das redes sociais na autoestima dos usuários

Enviada em 09/04/2025

O poeta Carlos Drummond de Andrade metaforizou, em seu poema “No meio do caminho”, a ideia de que, durante a vida, os indivíduos encontrarão empecilhos a serem superados. Sob tal ângulo, percebe-se que a influência das redes sociais na autoestima dos usuários, configura-se como um obstáculo a população de jovens brasileiros. Nesse sentido cabe avaliar que esse cenário nefasto ocorre em virtude da insuficiência legislativa e da falta de visibilidade do tema.

Em primeiro lugar, convém mencionar a ineficácia estatal referente à questão. Em relação a isso, o termo “Ausente contumaz”, elaborado por Washington Luís, norteia a negligência dos órgãos públicos, em parte, com assuntos relacionados a aspectos da vivência virtual, principalmente se tratando de crianças e adolescentes nas redes sociais, como é o caso do tema abordado. Devido a casos e estudos mostrando o quanto adolescentes a partir dos 13 anos usam cada vez mais filtros para modificar sua aparência e se “encaixar” em um padrão de beleza irreal criado pelas mídias sociais, como o Instragram, por exemplo. A título de exemplificação, nota-se que o Ministério da Justiça não dá a devida atenção ao fato, visto que o Estado deve garantir o direito das pessoas mostrarem suas particularidades em qualquer lugar, sem um discurso de ódio referente à aparência física, assim como observado no “Contrato social” proposto por Thomas Hobbes.

Ademais, é válido salientar a falta de visibilidade referente à temática. Consoante a ideia de Noam Chomsky, os veículos de comunicação possuem a capacidade de silenciar, muitas vezes, determinados assuntos, como os efeitos das redes sociais na autoestima de seus usuários. Dessa forma, é evidente que o problema, uma vez que não abordado de forma clara e problemática pela mídia, torna-se um assunto pouco discutido e até normalizado na sociedade.

Portanto, o tema mostra-se como uma “pedra” a ser removida para melhorar a experiência dos usuários nas redes sociais. Destarte, para reverter, cabe ao Estado propor emendas constitucionais para limitar a exposição de certas propagandas de formas irreais de beleza, visando assim, melhorar o imbróglio. Outrossim, a mídia, mediante artigos e postagens devem exibir a ideia em seus canais de comunicação oficiais. Logo, os usuários ficaram mais informados.