O efeito das redes sociais na autoestima dos usuários

Enviada em 09/04/2025

De acordo com Zygmunt Bauman: “As redes sociais são uma armadilha”. Por essa perspectiva, as redes sociais, embora tenham ampliado a comunicação e o acesso à informação, têm gerado impactos significativos na saúde emocional de seus usuários. Em especial, observa-se uma crescente influência dessas plataformas na construção da autoestima, o que pode levar a consequências psicológicas negativas. Nesse cenário, a constante comparação entre usuários e o uso das redes para promover produtos estéticos ilusórios, guiados por uma lógica capitalista e enganosa.

Sob esse viés, a comparação social é intensificada pelas redes, onde os usuários tendem a compartilhar apenas momentos felizes ou conquistas, criando uma vitrine de vidas idealizadas. Essa seleção de conteúdo, somada ao uso de filtros e edições, leva muitos indivíduos a se sentirem inferiores ou insatisfeitos com sua própria realidade. De acordo com a Royal Society for Public Health, o uso excessivo dessas plataformas está relacionado ao aumento em 45% de sintomas de ansiedade e depressão, especialmente entre jovens, que são mais vulneráveis a esse tipo de influência.

Além disso, muitas influenciadoras digitais e empresas utilizam o apelo estético para vender produtos e procedimentos que prometem transformar a aparência de maneira milagrosa. Cremes, chás e técnicas “naturais” de emagrecimento ou rejuvenescimento são divulgados, apesar da falta de comprovação científica. Esse cenário revela a lógica capitalista que se aproveita da insegurança dos usuários para lucrar, reforçando padrões inalcançáveis e alimentando ciclos de frustração. Nesse contexto, a autoestima se torna mercadoria, e a ilusão da perfeição se transforma em estratégia de venda.

Em Síntese, para mitigar os efeitos das redes sociais na autoestima dos usuários, cabe ao poder público, por meio do Ministério da Educação, promover campanhas educativas nas escolas que abordem o uso crítico das mídias digitais. As plataformas também devem colaborar, ajustando seus algoritmos para valorizar conteúdos diversos e autênticos. Assim, será possível construir um ambiente virtual mais saudável e acolhedor, que valorize a individualidade e o bem-estar.