O efeito das redes sociais na autoestima dos usuários

Enviada em 22/04/2025

O romance “Utopia”, escrito pelo filósofo inglês Thomas Morus, retrata uma sociedade na qual o corpo social é completamente desprovido de defeitos. Tal cenário não se faz realístico na sociedade humana hodierna, tendo em vista o efeito, infelizmente, quase sempre, negativo, das redes sociais na autoestima de seus usuários. Esse problema tem como causas o excesso de tempo gasto nos meios on-line bem como o controle de conteúdo feito pelos algoritmos desses meios.

Ademais, é evidente a quantidade excessiva de tempo destinado, pela sociedade, às redes sociais no século XXI. Jovens e adolescentes costumam passar mais tempo no Tik Tok ou Instagram do que lendo ou estudando. Aristóteles defendia que o ser humano é aquilo que ele faz repetidamente, sendo assim, os hábitos moldam o pensamento. As redes sociais, desse modo, por se tornarem parte indispensável do cotidiano geral, se tornaram fortes moldadoras da cosmovisão antropológica em relação ao padrão de beleza.

Diante desse cenário, é lícito postular os algoritmos como fatores agravantes ao efeito das redes sociais supracitado, haja vista a sua função de apresentar conteúdos que atraiam o usuário, alinhando os mesmos com as inseguranças dele. O mito da grama mais verde retrata a tendência humana a sempre achar que deve parecer mais com o outro, por ser inferior. Essa tendência, em conjunto com os algoritmos, faz da internet uma perigosa armadilha para a autoestima de quem a consome.

Em suma, a influência social-digital à autoestima é um problema e deve ser combatido. Para tanto, as instituições de ensino -principais formadoras de opinião na atualidade- devem, por meio de palestras e aulas planejadas, conscientizar os alunos, a base da futura sociedade, tanto para o tempo gasto na internet quanto para o perigo de se deixar influenciar pelo conteúdo encontrado nela. Dessa forma, será minimizado, a longo prazo, o óbice abordado, tornando a realidade mais próxima do corpo social perdeito descrito por Thomas Morus.