O efeito das redes sociais na autoestima dos usuários

Enviada em 11/05/2025

“Ao dar às pessoas o poder de partilhar, estamos tornando o mundo mais transparente”, diz Mark Zuckerberg. No entanto, a realidade de muitos usuários difere da fala do autor, pois são evidentes os efeitos negativos das redes sociais em sua autoestima. Nesse sentido, há dois fatores que se sobressaem: O sentimento de inferioridade frente a postagens alheias e a tentativa de equiparar-se a influenciadores digitais.

Em primeira análise, vale ressaltar o sentimento de inferioridade que muitos usuários experimentam diante de postagens alheias, as quais mostram uma vida “ideal” que nem sempre condiz com a realidade. Nessa perspectiva, um levantamento feito pela revista VEJA mostra que 45% dos casos de ansiedade em jovens de 15 a 29 anos estão relacionados ao uso intensivo de redes sociais, o que corrobora com a ideia do sentimento de insuficiência vivenciado por uma parcela considerável de jovens.

Outrossim, é possível notar que certas vezes há tentativa do usuário de equiparar-se aos influenciadores, dessa maneira, levando-os à exposição constante a conteúdos, imposição de padrões de beleza irreais, estímulo à comparação social e propagação de desinformação. Nesse ínterim, a série “O Dilema das Redes” explicita o quanto plataformas digitais podem afetar a saúde mental e o comportamento humano, ocasionando pressão psicológica e exaustão.

Em síntese, cabe ao Ministério da Saúde garantir o bem-estar da sociedade por intermédio de palestras relacionadas ao sentimento de inferioridade frente a postagens alheias. Além disso, o Ministério das Comunicações atrelado ao Ministério da Educação, tem a responsabilidade de conscientizar a população quanto à exposição demasiada às redes e seus malefícios, por meio de postagens e divulgação nas escolas. Dessa maneira, a fala de Mark Zuckerberg será concretizada, pois auxilia na percepção do “mundo digital” dos jovens e em uma perspectiva de vida mais realista.