O efeito das redes sociais na autoestima dos usuários

Enviada em 16/05/2025

O termo autoestima, que vem da psicologia e engloba aspectos humanos que diz respeito sobre a valorização própria de nós mesmos quando inseridos na sociedade, está muito presente nos dias de hoje. Dias estes que são marcados por uma crescente sensação de autodepreciação causada pelas redes sociais ao gerarem frustração e sentimentos de inadequação.

Como consequência direta, o bombardeio de informações distorcidas da realidade leva as pessoas a desvalorizar os trabalhos tradicionais que muitas vezes requerem esforço intelectual e laboral. Isso porque com a comunidade influenciadora propagando altos ganhos através de patrocinadores e estilos de vida irreais, as mídias sociais condicionam a sociedade a acreditar que nenhum trabalho é suficientemente bem reconhecido e bem remunerado. Neste contexto, gera-se uma sociedade cada vez mais comparadora, apática e desmotivada das suas próprias vidas. Ademais, outro fato resultante dos influenciadores na massa é uma preguiça epidêmica que futuramente buscará soluções no Governo através de políticas públicas.

Além dos efeitos sociais, as demandas psicológicas também se apresentam nessa problemática. Tendo em vista que o isolamento através da bolha social e o sentimento constante de não pertencimento também atingem os usuários, não é de se admirar que o estresse, a ansiedade e a depressão estão mais presentes na vida dos que passam a maior parte do tempo ócio nas telas. Causando até o aumento alarmante dos suicídios.

Portanto, uma citação do documentário “O dilema das redes” se faz importante: “se você não paga pelo produto, é porque você é o produto”. Mostrando que, através de uma frase impactante, somos o resultado da ação, mas também escolher sermos ativos e pensarmos de forma menos intuitiva e mais lógica.