O efeito das redes sociais na autoestima dos usuários

Enviada em 30/05/2025

No documentário O Dilema das Redes (2020), Jeff Orlowski denuncia como algoritmos manipulam comportamentos e reforçam padrões irreais, gerando impactos profundos na saúde mental. As redes sociais, apesar de conectarem o mundo, também criam um ambiente de constante comparação. Nesse contexto, observa-se que o uso excessivo dessas plataformas afeta a autoestima ao reforçar padrões inalcançáveis e estimular a busca por validação virtual.

Diante desse cenário, é visível que as redes atuam como vitrines de vidas perfeitas, distantes da realidade. Imagens manipuladas e rotinas idealizadas criam expectativas inalcançáveis, principalmente entre adolescentes. De acordo com a OMS, o número de jovens com transtornos de imagem aumentou após a popularização de filtros e edições. Além disso, campanhas publicitárias com influenciadores irreais reforçam estigmas de beleza, gerando insegurança em quem não se encaixa nesse molde fabricado.

Outro ponto crítico é a dependência da aceitação digital como forma de autoestima. Curtidas e comentários se tornaram sinônimo de valor pessoal. Um exemplo disso é o aumento de casos de ansiedade entre usuários que não atingem o engajamento esperado. Outro caso são indivíduos que moldam comportamentos e opiniões apenas para agradar o público online, abandonando a própria identidade. Quando a validação externa domina, o amor-próprio se fragiliza.

Portanto, cabe ao Ministério da Educação, em parceria com psicólogos e especialistas em tecnologia, promover palestras em escolas sobre o uso consciente das redes, por meio de programas de letramento digital e emocional. Além disso, é papel das plataformas, como Instagram e TikTok, incluir avisos sobre conteúdos editados, para reduzir comparações irreais. Com isso, espera-se fortalecer a autoestima dos usuários e promover uma relação mais saudável com o ambiente virtual.