O efeito das redes sociais na autoestima dos usuários
Enviada em 30/05/2025
A Constituição Federal, promulgada em 1988, prevê que todos os cidadãos têm direito ao bem estar. Entretanto, o não cumprimento desse preceito é evidente, visto que o efeito das redes sociais na autoestima dos usuários é negativo e preocupante, desse modo, afentando a qualidade de vida da população. Nesse sentido, é fundamental compreender a causa desse revés, dentre as quais a negligência governamental e a má influência da mídia são agravantes da problemática.
Diante desse cenário, é válido ressaltar a negligência governamental como motivador do problema. A falta de políticas públicas eficazes para abordar questões de saúde mental e educação digital contribui para a baixa autoestima nas redes sociais, deixando a população vulnerável e sem ferramentas para lidar com a pressão social. A obra “A Sociedade do Cansaço”, de Byung-Chul Han, destaca como a pressão pela performance nas mídias digitais agrava essa situação. Dessa maneira, em sociedades ocidentais, onde a imagem é supervalorizada, a glorificação de padrões estéticos inatingíveis na mídia intensifica a crise de identidade, reforçando, portanto, a necessidade urgente de implementar políticas que promovam uma visão mais saudável da autoimagem e do uso das redes sociais.
Ademais, salienta-se que a má influência da mídia é outro fator que contribui para o aumento do impasse. A mídia digital, frequentemente, promove padrões de beleza e sucesso que são irrealistas e inatingíveis. Logo, essa representação distorcida cria um ambiente onde os usuários se sentem obrigados a se comparar com imagens idealizadas, levando a uma baixa autoestima. De acordo com a American Psychological Association, 60% das adolescentes afirmam que as redes sociais aumentam sua preocupação com a aparência física.Alem disso, essa pressão pode afetar gravemente o bem-estar emocional dos indivíduos, como evidenciado pelo crescimento de transtornos alimentares e depressão.
Portanto, o governo-maior autoridade do país- deve propor campanhas socioeducativas, por meio de palestras nas escolas e postagens nas mídias sociais, a fim de ajudar a população a lidar com as redes sociais e seus dilemas.