O efeito das redes sociais na autoestima dos usuários

Enviada em 30/05/2025

Na era digital, as redes sociais tornaram-se uma extensão da vida cotidiana, influenciando hábitos, pensamentos e até sentimentos. Plataformas como Instagram, TikTok e Facebook promovem uma cultura de aparências e comparação constante, o que afeta significativamente a autoestima dos usuários. Com isso, cresce a necessidade de refletir sobre os impactos psicológicos do uso excessivo dessas mídias. Portanto, é fundamental compreender como a busca por validação online interfere na autoimagem e bem-estar das pessoas.

Diante desse cenário, as redes sociais incentivam padrões irreais de beleza, sucesso e felicidade, que nem sempre correspondem à realidade. Com filtros, edições e postagens cuidadosamente planejadas, cria-se um ideal inalcançável, levando muitos usuários a se sentirem inadequados. Segundo a psicóloga Ana Beatriz Barbosa Silva, o excesso de comparação online pode gerar transtornos como ansiedade e depressão. Além disso, adolescentes e jovens — públicos mais vulneráveis — acabam medindo seu valor pelas curtidas que recebem, reforçando uma autoestima frágil e instável.

Além disso, a lógica algorítmica das redes sociais prioriza conteúdos que despertam emoções intensas, como inveja e frustração. Celebridades e influenciadores muitas vezes exibem rotinas luxuosas e corpos perfeitos, criando um abismo entre o real e o desejado. Por consequência, muitos usuários internalizam uma sensação de fracasso pessoal. Um exemplo disso é o documentário O Dilema das Redes, que revela como essas plataformas manipulam o comportamento humano para aumentar o tempo de uso, mesmo que isso prejudique a saúde mental. Assim, os efeitos são profundos, contínuos e muitas vezes silenciosos.

Por isso, o Ministério da Educação deve promover campanhas - nas escolas públicas e privadas - com palestras de psicólogos e especialistas utilizando redes sociais, plataformas digitais e mídias tradicionais para alertar sobre os riscos da comparação online e promover a autoestima baseada no autoconhecimento, não na aprovação alheia. Afinal, autoestima não se mede por curtidas, mas por aceitação própria.