O efeito das redes sociais na autoestima dos usuários

Enviada em 01/08/2025

A existência de padrões estéticos não é recente na história humana, sendo vigente desde períodos remotos como o da Grécia Antiga. Entretanto, com o avanço das redes sociais, muito se tem discutido acerca do efeito delas na autoestima dos usuários, em decorrência da auto comparação e insegurança que se estabelecem.

A princípio, o grande número de publicações com edições ou ângulos favoráveis que mostram corpos dentro de um padrão praticamente inalcançável é a principal causa da comparação entre os usuários – especialmente mulheres. Como consequência, os indivíduos têm cada vez menos autoestima e se tornam reféns de edições e instrumentos digitais que “escondam” aquilo que julgam imperfeito em si mesmos.

Além disso, o aumento da insegurança fora das redes sociais também é um fator alarmante. Sem as ferramentas tecnológicas, encarar e lidar com a própria imagem na realidade torna-se um desafio. De acordo com pesquisas recentes do “Girls Attitude Survey 2020”, somente 20% das meninas entre 11 e 21 anos estão satisfeitas com sua aparência. Esse fato acarreta distorções de imagem, distúrbios e intervenções cirúrgicas precoces que podem as colocar em risco.

Em suma, impende ao governo federal, em conjunto com influenciadores – profissionais que possuem grande alcance e relevância nas redes sociais – criar campanhas de autoaceitação, em que os influenciadores instiguem as pessoas a se aceitarem e abolirem o uso de filtros e edições enquanto fazem o mesmo, a fim de fazer com que a sociedade em geral se compare menos e não padeça social e psicologicamente em decorrência disso. Dessa forma, é possível tornar a população menos insegura, mais confiante e mais saudável.