O empreendedorismo digital em questão no Brasil

Enviada em 21/02/2022

Segundo o sociólogo Émile Durkheim, existem fatos sociais normais e patológicos, sendo que estes últimos causam danos à sociedade. Nesse sentido, a desvalorização do empreendedorismo digital no Brasil é um fato social patológico, configurando-se como extremamente alarmante para a coletividade. Sob esse viés, essa triste problemática não ocorre somente devido à omissão estatal, mas, também, devido à negligência da mídia.

Nessa perspectiva, o descaso do poder público é um notório incentivador da marginalização do empreendedorismo digital na Pátria Amada. Sob essa ótica, conforme o contratualista Thomas Hobbes, os indivíduos aceitam sair de seu estado de natureza para viverem em melhores condições, assinando o Contrato social. Diante disso, o desleixo do Estado é uma indubitável quebra da vontade geral, porque, pelo fato de não estimular a iniciativa privada, dessassiste os empresários da internet e, dessa forma, deixa como legado um país cada vez mais retrógrado. Nesse prisma, o poder público é inóquo nessa situação, pois não estimula os setores essenciais da economia brasileira, como o empreendedorismo digital.

Ademais, a escassez de devido foco da imprensa é uma imperiosa promotora do insuficiente reconhecimento do empreendedorismo digital canarinho. Nesse panorama, de acordo com a filósofa Simone de Beauvoir, os principais empecilhos são aqueles que são naturalizados. Sob esse ponto de vista, a desatenção dos meios de comunicação à fundamentalidade do empreendedorismo digital é uma normalização de uma adversidade alarmante, porquanto não usam do contato com a comunidade para expor as mazelas que assolam a nação e, consequentemente, melhorar as condições de vida da população. Nesse viés, a mídia é criminosa nesse caso, já que não foca em problemas pertinentes ao povo e, por conseguinte, não cumpre sua função social.

Portanto, para que haja um urgente apoio ao empreendedorismo digital no Brasil, os congressistas devem, em parceria com a imprensa, destinar emendas para estímulo ao microempreendedorismo pela “web”, por meio da divulgação de campanhas na internet e nas bancas de jornais e, assim, veiculadas pela mídia.