O empreendedorismo digital em questão no Brasil

Enviada em 23/04/2022

Na série “Girlboss” da Netflix uma jovem que acabou de perder seu emprego encontra uma solução para sua crise. Ela começa a vender roupas vintage online e se torna uma mulher muito poderosa trabalhando por conta própria. A narrativa não destoa da realidade, no Brasil, principalmente após a crise de desemprego causada pela pandemia, muitas pessoas recorreram em abrir seu próprio negócio na internet e começaram a empreender digitalmente.

Uma pesquisa publicada pela Associação Brasileira de Comércio Eletrônico (ABComm), diz que no ano retrasado, o comércio eletrônico cresceu pouco mais de 60%. Este dado mostra o quanto a pandemia afetou principalmente o modo de comprar da sociedade que busca por conforto e praticidade na hora de fazer suas compras. Embora este tipo de comercio, na atualidade, seja o mais eficaz e prático ele ainda é muito desigual porque não dá espaço para que pessoas mais velhas que não têm conhecimento digital ou mulheres pela falta de oportunidades de uma sociedade patriarcal sejam inseridas nesse meio.

Consequentemente, o perfil do empreendedor digital brasileiro é jovem e homem. Por se tratar de uma forma de empreender nova, as pessoas que sempre são taxadas de inexperientes sempre são as pessoas mais velhas e as mulheres. Um por estar vivendo em uma época diferente e precisar de mais informação e outro por viver em uma sociedade que o inibe e menospreza e vivem ambos sempre sem privilégios.

Fica evidente, portanto que o empreendedorismo digital no Brasil é uma necessidade para toda a população, portanto quem o comanda sempre são os mais favorecidos da sociedade, os homens. Então o Ministério da Ciência, Tecnologias e Inovações deve promover campanhas de conscientização, pelos meios midiáticos, visando levar informações para novos empreendedores e dar mais visibilidade para as mulheres que já estão nesse meio. Espera-se com essa medida dar espaço para todos que quiserem empreender digitalmente do Brasil.