O empreendedorismo digital em questão no Brasil
Enviada em 21/04/2022
A partir do surgimento da Covid-19 e de todo o cenário epidêmico, os brasileiros passaram a ficar em casa. Esse tempo sem poder sair de suas residências, devido às políticas de isolamento social, fizeram com que os cidadãos tivessem que utilizar meios não presenciais para comprar coisas. Nesse sentido, esse era pra ser um setor com investimentos extremamente pesados, até porque seu potencial é muito grande comparado aos outros meios de consumo. Além disso, o Estado deveria incentivar os cidadãos a praticar o empreendedorismo digital.
De início, é importante destacar que o número de empreendedores no Brasil é baixo, e mesmo com cenários otimistas para empreender, a falta de apoio estatal e a burocracia, acabam sendo um fator limitante ao crescimento desse setor. Acerca disso, vale ressaltar que segundo uma pesquisa da Agência Brasil, 30% da população brasileira em 2021 é empreendedora, uma ligeira queda comparada a 2015, onde a taxa era de 39%. Essa queda decorre, principalmente, da falta de incentivos do governo a essas pequenas empresas. Com isso em mente, pensando no contexto internacional, é essencial destacar como começar um negócio se torna algo mais facilitado. Um grande exemplo é a Irlanda, que após diversos investimentos, hoje é chamada de vale do silício europeia, devido a sua alta concentração de “startups” e empresas de tecnologia.
Ademais, é essencial explicitar que o Governo Federal, deveria investir mais em incentivos a cidadãos que desejam abrir seu negócio de forma digital. Analisando empresas de sucesso que surgiram na internet - como, Instagram, Facebook, Amazon - é notavel que seus fundadores, eram em sua maioria extremamente qualificados. Assim é possível afirmar que a quantidade de “startups” digitais é diretamente proporcional à qualificação das pessoas.
Portanto, fica claro como o empreendedorismo no Brasil tem potencial. Dessa forma o Governo Federal - órgão responsável pelo bem-estar - deve junto com a iniciativa privada, fornecer cursos qualificantes pela internet, que tenham como foco, qualificar os futuros empreendedores digitais brasileiros. Além disso, se espelhar em empresas internacionais é um fator importantissimo. Dessa forma, a ação empreendedora digital terá uma base forte no Brasil e poderá se desenvolver.