O empreendedorismo digital em questão no Brasil

Enviada em 01/06/2022

O quadro “O grito”, do pintor norueguês Edvard Munch, retrata a inquietude, o medo e a desesperança refletidos no semblante de um personagem envolto por uma atmosfera de profunda desolação. Para além da obra, observa-se que, na conjuntura brasileira, o sentimento de milhares de pessoas assoladas pelo contexto pandêmico, é, frequentemente, semelhante ao ilustrado pelo artista. Nesse prisma, torna-se crucial analisar as vantagens resolutivas de se investir no acesso aos empreendimentos digitais, haja vista a dinamização comercial, bem como a sustentação financeira, viabilizadas por essa grandiosa engenhosidade.

A princípio, é imprescindível notar que o isolamento social que visa combater a disseminação viral, impacta imensamente nas relações sociais e comerciais da população. Nesse contexto transitório das relações presenciais garante a intensificação dos contatos virtuais. Sob essa ótica, quem conseguiu se readequar à nova estrutura econômica, conseguiu se destacar em meio à crise global, visto que se utilizou da própria capacidade criativa e do extraordinário alcance comercial atingido pela internet. Nesse viés, a flexibilidade trazida pelo e-commerce auxiliou na manutenção do consumo do cidadão sob as normas restritivas de contato, o que configura fortes impactos às tradicionais formas de se comercializar.

Consequentemente, é igualmente preciso apontar a ajuda financeira gerada pelo empreendedorismo digital. Posto que, de acordo com reportagem exibida pela Globo, o setor de tecnologia já emprega mais de 1 milhão e 500 mil pessoas. Diante de tal exposto, apesar de possibilitar a estabilidade econômica de parte da população brasileira, nem todo mundo tem condições socioeconômicas de se adaptar a esse dinamizado cyberespaço. Logo, é inadmissível que apenas alguns possam usufruir dessa tecnologia, enquanto outros se aprofundam ainda mais na desigualdade inerente à marginalização globalizada.