O empreendedorismo digital em questão no Brasil

Enviada em 16/05/2022

No ano de 2008, o mundo viveu um dos maiores colapsos econômicos de sua história, a chamada crise hipotecária, que desestabilizou diversas economias ao redor do mundo, em virtude da interligação econômica estabelecida pelo capitalismo. Modernamente, no Brasil, um episódio, também resultante de crises capitalistas, vem tomando espaço, o empreendedorismo digital. No entanto, o fenomeno do empreendedorismo digital se mostra como resultante de uma problemática, na medida em que se percebe uma saturação desse mercado, juntamente com uma precariedade dos empregos gerados por ele.

Em primeiro lugar, é notável perceber que o alto crescimento de empreendedores digitais gera uma saturação desse mercado. Isso porque, após o crescente número de desempregados em meio a pandemia de COVID-19, ocorreu a migração de produtos e serviços para a internet, a chamada “uberização”. Entretanto, a expressiva quantidade de pessoas abrindo seus negócios, ao passo em que outras vão perdendo empregos, gera uma descompensação da oferta e da demanda, ocasionando um inchaço no setor de seviços e um mercado consumidor com baixo poder de compra.

Ademais, outro fator destacável é falta de empregos formais e de uma regulamentação digital. Nesse sentido, o economista John Keynes, já atentava a necessidade de o Estado garantir empregos e o bem-estar social dos cidadãos, para que em momentos de crise econômica, como presenciado na pandemia, o cidadão não precisasse recorrer ao emprendedorismo forçado. Logo, fica evidente que a falta de amapro estatal compactua com a saturação do mercado digital.

Portanto, são muitos os entraves para o emprrendedor digital brasileiro. A fim de combater esse cenário, o Ministério da Economia, juntamente com o Poder Legislativo, devem, criar leis e regulamentá-las a fim de proteger o empresário digital e os empregos gerados para sua equipe, garantindo o amparo legal necessário e garantindo a jovem empresa a oportunidade de se estabelecer, tudo isso a partir de recursos da Lei de Diretrizes Orçamentárias. Com efeito, construir-se-á uma sociedade amparada pelo Estado e que não sofra mais com crises como a de 2008.