O empreendedorismo digital em questão no Brasil

Enviada em 19/05/2022

Segundo o filósofo Imanuel Kant, o homem é produto do meio inserido. Nessa perspectiva, a pilarização do comércio digital no espaço brasileiro representa uma realidade social carente de análises periódicas, haja vista os riscos de eventuais desequilíbrios. Tal fato justifica-se tanto no sedentarismo oferecido pelo serviço quanto na questão do desemprego advinda dessa prática. Destarte, é fundamental analisar esses fatores, bem como propor meios de fazer do empreendedorismo digital um arma favorável ao desenvolvimento social.

Em primeiro lugar, convém discutir a relação entre os negócios feitos pela internet e a sedentarismo, prejudicial ao homem. sob tal óptica, o filósofo Émile Durkhein considera que é natural do indivíduo adaptar-se à realidade imposta. Dessa maneira, a busca pela satisfação de determinada necessidade apenas pelo clique num site de vendas parece habituar o sujeito ao comodismo em relação a exercícios físicos. Por conseguinte, problemáticas de saúde como obesidade tedem a surgir, dificultando a qualidade de vida. Logo, as funções cibernéticas usadas de maneira desordenada nutrem maus hábitos de vida.

Outrossim, é pertinente observar como o mercado virtual desregrado acomete as esferas sociais. Nesse contexto, de acordo com pesquisa publicada pela revista “Exame”, é grande o número de pessoas empregadas em lojas físicas do setor terciário. Desse modo, o avanço do comércio digital pode comprometer a fonte de renda de tais indivíduos, fertilizando problemas sociais já instalados. Assim, é relevante a busca pelo equilíbrio entre o real e o virtual, tendo em vista o processo de desenvolvimento que o país vive.

Depreende-se, portanto, a necessidade de propor meios de arrediar o avanço do empreendedorismo virtual em favor da auteridade comunitária. Para isso, compete ao Executivo, mediante políticas de moderação de tributos, compensar os donos de comércios a manterem suas lojas físicas, de forma a contribuir com a manutenção desse meio de renda. Espera-se, com isso, não apenas favorecer a existência de indivíduos ativos, como também fortalecer a luta contra o desemprego, engasgo ainda marcante na ambiência social dos países emergentes.