O empreendedorismo digital em questão no Brasil

Enviada em 19/05/2022

O ciberespaço se tornou parte do cotidiano no mundo ocidental. Em meados do século XIX, início da “era informacional”, começou uma verdadeira incorporação da internet no dia-a-dia das pessoas. Atualmente, ela oferece lazer, entretenimento e fontes de renda pelo chamado empreendedorismo digital. No entanto, convém questionar os lados positivos e negativos dessa forma de negócio. Se, por um lado, ocorre uma dinamização nas trocas, por outro, o serviço digital atua em um vão entre as garantias trabalhistas e a independência financeira.

Nesse cenário, o empreendedor digital tem em mãos um campo fértil, pois todos usam a internet. Ademais, após a crise sanitária provocada pelo coronavírus, a confiança nas compras online aumentou e, de acordo com uma pesquisa da Associação Brasileira de Comércio Eletrônico, o crescimento do mercado digital foi considerável. Porém, essa alavancada, em partes, é fruto de consequências dramáticas da pandemia, como a queda na oferta de empregos formais. O e-commerce, para muitos, é a única escolha frente aos índices de desemprego.

Além disso, é importante acrescentar que a classe trabalhadora trilhou um longo caminho até a Consolidação das Leis Trabalhistas (CLT). No governo Vargas, a insatisfação do proletariado foi tamanha que o governo usou essa demanda para conquistar o povo. Assim nasceram as leis do trabalho. Mas, infelizmente, o mercado atual propicia artifícios que impedem o trabalhador de destrufar dessas garantias. O comércio digital gera renda, mas sem arrecadação, sem garantia de férias remuneradas ou qualquer estabilidade financeira.

Portanto, os lados positivos e negativos do mercado digital são questões com fundamentos complexos. Por isso, cabe ao poder Executivo a tarefa de mediar esses conflitos em prol do bem estar da população. Por exemplo, ao regular as transações entre empresa e consumidor, garante-se a efetividade das trocas, assim como a satisfação de ambas as partes.