O empreendedorismo digital em questão no Brasil
Enviada em 25/05/2022
Sob a perspectiva de uma Revolução Técnico-Científico-Informacional, vive-se o auge da evolução humana, em que se destaca a ascensão do papel das tecnologias no cotidiano social. Entretanto, tal avanço não é apenas benéfico, tendo em vista o difícil desenvolvimento do empreendedorismo digital no Brasil. Sob esse viés, é válido analisar as causas desse revés, dentre as quais destacam-se a pobreza que assola o solo brasileiro e a defasagem do sistema de ensino.
Em primeiro plano, a formação do país foi marcada por uma colônia de exploração, que, desde o século XVI, promove desigualdade de rende e miséria. Sob essa ótica, o cidadão acostumou-se a viver com recursos escassos, e o empreendedorismo não é prioridade em uma nação oprimida pela exploração colonial. Nessa perspectiva, a instabilidade de desenvolver negócios digitais decorre da histórica cultura de pobreza, na medida que é inviável ter planejamento de negócios quando não há o que administrar.
Ademais, o modelo de escola que ainda está vigente no Brasil baseia-se no modelo da Revolução Industrial inglesa, que impõe a uniformização de comportamentos para se chegar à submissão do indivíduo. Essa subserviência se manifesta da seguinte forma: os alunos não são estimulados a terem sucesso financeiro, mas sim a dependerem de seus empregadores, impossibilitando de homens e mulheres exigirem ou desenvolverem melhores condições de vida. Desse modo, enquanto a falta de inteligência econômica for regra, o progresso será exceção.
Portanto, medidas devem ser tomadas para mitigar essa mazela. Para tanto, o Ministério da Educação, no desenvolvimento de sua função social, em parceria com o Ministério da Economia, deverá promover, nas escolas, o ensino do empreendedorismo digital. Tal ação poderá ser realizada por meio de profissionais qualificados, a fim de ensinar os alunos a progredirem profissionalmente na internet. Destarte, espera-se que o avanço da internet seja apenas benéfico.