O empreendedorismo digital em questão no Brasil
Enviada em 08/06/2022
No meio do caminho tinha uma pedra/tinha uma pedra no meio do caminho". Os versos do poeta mineiro Carlos Drummond de Andrade podem ser relacionados, metaforicamente, com um problema atual, visto que, apesar dos avanços científicos e sociais o empreendedorismo digital no brasil vive um momento de disrupção do mercado devido a falta de regulação. Logo, faz-se necessário que o governo tome medidas a fim de tornar o mercado um lugar justo e próspero.
Primordialmente, vale ressaltar a forma como parte do Estado lida com essa novidades em qualquer esfera do mercado brasileiro. Isso porque, como afirmou Zygmunt Bauman, sociólogo polonês, em sua obra “globalização e as consequências humanas” onde a sociedade caminha para uma desordem mundial, causada, sobretudo, pela falta de controle do Estado. Prova disso é a escassez de políticas públicas para a produção de um mercado de trabalho justo e humano, onde o trabalhador não seja explorado pelas expecativas captalistas da sociedade.
Outrossim, é igualmente preciso apontar a educação nos moldes predominantes do Brasil, como um fator que contribui para a desigualdade de gênero no mercado empreendedor do país. O mercado contém apenas 25% de mulheres no topo, demonstrando como a educação de base nos leva a ter um mercado sexista e desigual. Para entender tal apontamento, é justo relembrar a afirmação da escritora nigeriana Chimamanda Adichie, “se repetimos uma coisa várias vezes, ela se torna normal. Se vemos uma coisa com frequência, ela se torna normal.” Sob essa ótica, pode-se afirmar que as instituições de ensino devem fomentar o empreendedorismo feminino a fim de combater estigmas da sociedade.
Infere-se, portanto, que as problemáticas associadas ao empreendeorismo digital no Brasil precisam ser solucionadas. Para tanto, o Ministério do Trabalho e Previdência deve, por meio de projeto de lei, regulamentar o empreendorismo a fim de alcançarmos uma sociedade que tenhas seus direitos após a revolução digital. Além disso é necessário que o Ministério da Educação elabore, por meio de suas mídias sociais, uma campanha de concientização a favor da autonomia e do empreendedorismo feminino. Dessa maneira, teremos uma sociedade mais justa e próspera.