O empreendedorismo digital em questão no Brasil
Enviada em 29/07/2022
Na obra “Belo mundo, onde você está”, a autora Sally Rooney aponta ao leitor as idiossincrasias daqueles que vivem na hodiernidade. Embora a contemporaneidade apresente avanços nas áreas trabalhistas, acaba, também, trazendo nos desafios, como os enfrentados pelos empreendedores digitais no Brasil. Tal fator é demonstrado na falta de legislações específicas ao setor. Assim, faz-se necessário analisar os alicerces dos entraves relacionados ao mercado online, a aludir, a omissão do Estado e a carência de visibilidade sobre a questão, no sentido de desbancar tais bases prejudiciais.
Primeiramente cabe examinar a relação do Estado com os empreededorismo digital. Isto posto, a ausência de leis que valorizem e resguardem esse novo grupo é a realidade do país, resutando na fragilização desses trabalhadores. Sob esse viés, J. Rawls afirma, em seu livro " Uma teoria de justiça", que um governo titulado ético é aquele que concede atenção à todos os setores públicos. Nesse contexto, torna-se evidente que o Brasil não é um exemplo ao pensamento do teórico, visto que negligencia as dificuldades enfrentadas pelos trabalhadores digitais, portanto, a excassez de de direitos trabalhistas enfraque esse grupo laboral.
É conviniente destacar, a nítida invisibilização da pauta no campo social. Nesse tocante, a “Teologia do Traste”, elaborada por M. Barros, que tem como principal característica perceber as situações frequentemente esquecidas e ignoradas. Acerca dessa lógica, compreende-se que o imaginário brasileiro não segue tal perspectiva, dado que o debate sobre a colaboradores digitais permanece distante das pautas comumentes vivenciadas, contribuindo, então, para a naturalização de ações que deveriam ser problematizadas.
Urge, pois, que medidas sejam tomadas com o intuito de se coibir tal entrave. Para isso, o Ministério do Trabalho deve direcionar sua atenção e recursos para a construção de leis vontados ao mercado online, elaboradas por profissionais especializados em empreendedorismo digital. Destarte, cabe ao Ministério do Educação promover debates nas universidades, ministradas por trabalhadores digitais, sobre a importância de empreender digitalmente. Portanto, assim, tais bases prejudiciais serão desbancadas.